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MULHERES E OBSTÁCULO DO PATRIARCADO

  • Foto do escritor: FEMEH
    FEMEH
  • 11 de ago. de 2020
  • 13 min de leitura

Tainara Bezerra de Vasconcellos Cezar[1]


RESUMO

O patriarcado como um sistema milenar, bem mais que o machismo isolado, se fortalece a partir das pequenas atitudes ignoradas pela sociedade para manter a subjugação feminina. A grande dificuldade atual é, apesar das diversas vertentes e a popularização do movimento feminista, entender como se dá seu funcionamento e manutenção e como as mulheres podem tomar a narrativa de suas vidas, organizando-se.


Palavras-chave: mulheres; patriarcado; silenciamento


Séculos de silenciamento não ganham voz de um dia para o outro, mas ecoam na alma de qualquer mulher que ousa entender sua vida para além da perspectiva masculina. Mas até que isso aconteça, há um processo de negação inerente pela nossa socialização servil que fecha os olhos para a realidade, diminuindo o sofrimento feminino – que é naturalizado, mas tido pela sociedade geral como exceção.

O processo de despertar é dolorido e incômodo. Nos tira de uma zona de conforto que, na verdade, não existe. Pois para mulheres o conforto é representado pela submissão em várias camadas, pela discrição e pela priorização dos outros. Não obstante, vemos tantas mulheres teoricamente livres negando os efeitos da luta feminista em sua vida e defendendo aqueles que lhes fazem mal. Seriam essas mulheres portadoras da Síndrome de Estocolmo? Em algum nível todas somos devido ao processo de normalização da nossa subjugação e ao amor e defesa que nutrimos por quem nos machucou.

Para cada mulher que se entenda como sujeito no mundo aparecerão grandes exemplos de conquistas femininas que, apesar de justas e vitoriosas, são usadas para silenciar a opressão ainda vivida. Como se o direito ao voto, ao estudo, divórcio, leis de proteção contra a violência à mulher e a inserção no mercado de trabalho diminuíssem a realidade vivida pelas mulheres, como se a dignidade feminina fosse medida pelo mínimo. Como se desejar viver sem o medo do estrupo fosse muito. De modo que o mundo até espera e aceita uma mulher feminista, mas não muito feminista porque isso fere o patriarcado. Mas a regra de manutenção sistémica é tão silenciosa que gera um burburinho incapaz de confrontar os alicerces que mantém o patriarcado de pé.

O patriarcado, como um sistema que perpassa a religião, a economia e todas as dinâmicas sociais, construiu ao longo de milênios a noção de que as mulheres são um grupo biologicamente vulnerável -em relação a força física e ao fato de engravidarem- e frágil -em relação aos hormônios que são entendidos como desestabilizadores-, e por isso, necessitam de tutela do homem para lhes manter vivas. Assim, a partir dessa base biológica como ponto garantidor de sua superioridade, essa ideia atravessa todos os canais da nossa vida, garantindo a normalização da inferioridade feminina. Ao passo que tais características resultantes de hormônio, como uso da força física e psíquica, são exaltadas em machos humanos, enquanto nas fêmeas são vistas como pontos de desequilíbrio e instabilidade. Dessa forma, garantindo a vulnerabilidade, é fácil incutir a noção de paternidade, de modo que essa mulher – interpretada como alguém que não tem condição de decidir sua vida sozinha-, necessite do aval masculino para ser bem colocada na sociedade.

Essas coisas só são possíveis pois, a partir das performances de gênero, o patriarcado se mantém naturalizando a inferiorização feminina conferindo aspectos ditos como “naturais”, ao invés de socialmente criados. No século XXI, por exemplo, muito antes do nascimento de um bebê, as noções de gênero são tão fortes que criam eventos como “chás revelação” – verdadeiros cultos ao gênero, onde amigos e familiares do casal transformam em um evento a revelação do sexo biológico do bebê, conferindo naquele momento todas as expectativas futuras de sua vida. Neste momento, já é aceitável, por exemplo, furar a orelha de uma recém-nascida para mostrar ao mundo que é uma menina, algo inconcebível na cultura ocidental para um bebê menino. Através dessa socialização a mulher é condicionada a manifestar o que é esperado do sexo feminino em benefício do masculino tendo respaldo nas bases sociais como religião, legislatura, casamento.

Ou seja, desde os aspectos mais básicos dos povos a exemplo da religião – e aqui uso como exemplo as religiões semitas-, trazem um cenário delineado do que se espera dos comportamentos relacionados aos gêneros, recaindo um peso maior das expectativas sociais sobre a mulher. Pois, dentro dessa lógica, a mulher, criada e formada a partir do corpo do homem, tem a única função de ser-lhe uma companheira ou ajudadora, como notamos nos primeiros capítulos da bíblia hebraico-cristã. Eva[2], não tinha, como os animais de todas as outras espécies, a partir dessa narrativa, uma existência por si só; pois se até eles foram pensados e criados juntos, sendo ambos igualmente importantes, ela como fêmea humana, não. O homem foi pensado, projetado e planejado à semelhança do Criador e a mulher foi criada à semelhança do homem. E os erros dessa mulher tiveram o poder de corromper não só a si, mas o futuro da humanidade às custas dos seus desejos egoístas.

No o circuito que vive a partir dessa narrativa, entende-se que se a mãe de todas as mulheres ao tomar a frente de uma situação importante (como descumprir a única ordem que lhes foi dada) levou seu marido a pecar, logo não cabe a ela e suas semelhantes a tomada de decisões. Se Eva foi criada para ser companheira deste e não uma pessoa com individualidade própria, logo é esperado que o desejo final de toda mulher seja alcançar o propósito para que foi criada: o relacionamento. E se ao marido cabe trazer o sustento do lar como punição por este erro, a ela cabe cuidar do lar e o ajudar, ser devota a ele e sofrer dores de parto como consequência do pecado. Esta ideia é difundida em ambientes cristãos até os dias atuais.[3]

Diante disso, entendendo-se que a ideia de um mundo político separado do religioso é recente, toda construção feita antes dessa ruptura é dissociável. E assim, através da sutileza de discursos naturalizados que papeis de gênero foram definidos em variadas sociedades ao longo do tempo sobre o que se esperava de mulheres e homens. Apesar da divisão social do trabalho, a vida privada a qual a mulher foi submetida se refere mais a não participação social e política dentro dos seus núcleos representativos, do que uma vida totalmente reclusa, pois aqui suas atuações na comunidade foram variando conforme o tempo e localidade. Portanto, sendo privada de participar comumente das decisões do povo que interferiam em seus modos, a mulher de forma geral, ficou reduzida ao ambiente do lar por não ter opção.

Sendo negociada por interesses alheios, o corpo da mulher era entendido primeiro como uma propriedade do pai e, posteriormente, a partir da instituição do casamento católico no século IX, do marido. E assim como os bens que ele adquiria eram marcados pelo seu nome, no casamento como contrato, a mulher amputava um de seus nomes – simbolicamente deixando de existir como um sujeito – para legalmente pertencer a alguém e se tornar “a mulher de”, adicionando o seu nome; portanto, tornando-se uma propriedade legal deste. Paralelamente a isso, séculos depois, vê-se os resquícios da ideia a mulher ser uma posse do homem até os dias atuais, pois apesar de todas os avanços em relação a legitimidade da luta pelo domínio do corpo feminino pelas mulheres, em 2020, o Brasil ocupa o quinto lugar dos maiores números de feminicídio do mundo[4], que estão completamente ligados a não aceitação de uma independência e autonomia feminina quanto ao seu próprio corpo e domínio de si.

Com a sistematização romântica do casamento, aquele evento contratual entre duas famílias que ocorria para garantir ao pai a manutenção de suas terras sendo transmitidas aos cuidados de outro homem, garantia acordos de paz entre terras rivais, possibilitava aos homens o crescimento econômico ao garantirem um dote, foi perdendo esse tom, pois essa instituição era entendida como um processo de venda da mulher. Então, a medida em que as relações já eram movidas por “amor”, a manutenção patriarcal foi mantida sem grande sofrimento. Logo, para essas mulheres não se sentirem exploradas, pela romantização e opulência demonstradas nas cerimônias como ápice da vida feminina, passaram a desejar o casamento, criando uma nova dinâmica onde a instituição casamento se tornou um ponto de status para ambos os sexos. Para os homens, demarcando uma vida de seriedade própria aos negócios, para mulheres a ascensão no status social para “mulher casada”, o que lhe conferia um lugar de relativo respeito na sociedade.

Aqui, a mulher que agora se tornou esposa precisa, automaticamente, se tornar mãe para que sua existência como mulher possa alcançar o ápice à medida que ela gera descentes a esse marido. Isso é culturalmente aceito ainda hoje, como se a recusa da mulher por ter filhos fosse uma ofensa a honra deste homem, como apontado por Kors e Peters (1972: 107-108 apud FEDERICI, 2017) no período da caça às bruxas e posteriormente uma agressão à instituição família. Como mãe e figura santificada, há a romantização e a naturalização da sobrecarga e exploração feminina. Em referência à virgem Maria, essa mulher que se casava virgem, teria aqui seus desejos sexuais neutralizados, já que foi criada a imagem de que mulheres não sentem prazer sexual. Logo, há a construção da demonização da sexualidade feminina[5] (SVECNKO, 1985:35), diferentemente dos processos anteriores ao advento do cristianismo como sistema onde havia movimentos de mais liberdade sexual para mulheres. A ausência do falo– e aqui podemos abrir um paralelo com os inúmeros textos bíblicos que citam mulheres lascivas que desviam os homens de seu propósito-, resulta em um processo de castração (mental) feminina[6], onde a mulher não é vista e, portanto, não se vê como um sujeito dentro da relação sexual para ter desejos, mas apenas para corresponder aos desejos do outro, pois sua existência se dá pela falta. De forma geral, a mulher deve manter a satisfação de seu marido e do contrário, era tida pela sociedade como uma mulher repulsiva. Tais práticas, ainda são recorrentes nos dias atuais.

Diante disso, é fácil estabelecer uma relação de culpa e perdão cristão sendo reforçada de modo que essa mulher, que se entende como a estrutura do lar, a coluna, a mulher sábia que pode edificar ou destruir seu lar com sua própria mão – fazendo referência à textos bíblicos- entende que se o marido não observar o pacto do sagrado matrimônio e incorrer em adultério, é dela a missão de restaurar esse lar, sendo devota em oração para que ele consiga a respeitar e perdoe toda vez que ele manifestar a mínima possibilidade de mudança. Essa mulher é criada para orbitar em volta desse homem que não só se torna seu marido, como a completude de sua vida.

Com o advento do capitalismo e toda lógica de socialização feminina consolidada através de séculos de opressão e morte em massa de mulheres que se opunham às regras vigentes, como aponta Silvia Federici em Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva (2017), o lugar social da mulher foi naturalizado como sendo passivo frente a um homem mesmo quando ela ocupa posições de liderança e destaque (STORCH; FONTANA, 2013:11), chamando a atenção para os métodos patriarcais que sempre irão evocar dados sociais como fatos naturais, inerentes aos seres humanos, por mais que para consegui-los seja necessária a perseguição. Desse modo, às custas do silenciamento de mulheres, foi possível aos homens manter-se crescendo intelectual e financeiramente, uma vez que tinham esposas em casa para cuidar de todas as tarefas do mundo privado. A essas mulheres do passado não foi permitido estudar ou se independer financeiramente, escrever suas histórias, nem criar leis que as favorecessem. Pelo contrário, ficavam no lar possibilitando uma jornada de mais de quarenta horas de trabalho e estudo aos seus maridos, sobrecarregadas com as tarefas domésticas somada a criação dos filhos, e toda exploração de sua força de trabalho e privação de interesses foi chamado de amor. O lugar da mulher como um sujeito foi renegado para ser o lugar do outro: o do marido, o dos filhos, o da caridade.

O mundo mudou muito. Mas ainda hoje, o discurso de liberdade da mulher através das conquistas feministas tem sido cooptado para a manutenção do status quo operante. Dessa forma, a liberdade é colocada como uma escolha e não um direito, criando a falsa ilusão de que existe liberdade também para optar pela servidão. Individualizando uma ação coletiva, criada por interesses coletivos e que beneficia todo um sistema.

Além da violência física contra a mulher – e aqui há o limite da agressão física e feminicídios-, o século XXI ainda gere a violência velada que de tão superexposta foi insensibilizada. Assim, a sexualização feminina em recursos midiáticos reforça o controle mental exercido sobre as mulheres, pois os padrões estéticos são muito elevados. Basicamente, a expectativa é de que as mulheres mantenham um corpo magro e sarado durante maior parte da vida, incluindo o pós-parto. Que mesmo adultas não tenham pelos, assim como as meninas de cinco anos de idade. Que sejam disponíveis e ingênuas como elas são. Reforçando uma cultura pedófila que se satisfaz aliciando meninas para o sexo e infantilizando mulheres adultas para a vida real, mantendo-as presas fora de tudo que as faça questionar os próprios modos de vida.

Esse pacto silencioso (não tão silencioso) que comanda as redes de televisão, filmes e revistas é tão danoso que naturalizou procedimentos estéticos que são capazes de alterar quase que completamente o rosto e o corpo dessas mulheres. Incutindo que o corpo aceitável precisa não ter celulites, nem gordura abdominal, um nariz fino, lábios grossos, um rosto acentuadamente harmonizado, glúteos grandes e duros e um seio grande e arrebitado, por mais que isso signifique gastar o valor de um carro em cirurgias. Também é necessário a manutenção semanal de unhas, cabelos e sobrancelhas, o máximo de modificação possível para que se fuja do natural. E neste ponto não há uma condenação para as mulheres que fazem esses procedimentos, pois entende-se que é um comportamento aprendido ao longo de décadas perpetuado em todas as camadas da vida. Mas para ser uma mulher vaidosa e feminina é necessário detestar a própria existência e reforçar tudo o que entre dentro desse papel de gênero tão bem elaborado.

O problema é que essas questões são ignoradas por serem pequenas e muitas delas, como as expectativas sexuais e do corpo feminino ideal, são vistas e iniciadas, por exemplo, na pornografia. Ela moldou a sexualidade atual reforçando os papeis de gênero da servilidade feminina e da brutalidade masculina quando erotiza estupros, tornando esses homens conquistadores tomando o que é seu por direito. A capitalização da pornografia, a tornando uma indústria ignora que, em muitos casos, o material consumido nos sites se mantém através do tráfico e prostituição feminina e infantil, que é um mercado capaz de gerar cerca de cento e oitenta bilhões de dólares[7], ficando atrás apenas do tráfico de drogas e armas. Importante questionar que se o corpo é um bem capaz de ser trocado e consumido, por que homens querendo crescer financeiramente raramente optam pela prostituição?

Além disso, vale ressaltar também que a naturalização da exploração feminina torna o Brasil o quarto país do mundo com números de casamentos infantis[8], mostrando que este é conveniente com a hiper sexualização dos corpos femininos uma vez que se acredita que homens adultos tenham algum interesse além da exploração sexual com meninas e que essas meninas são capazes de consentir essa relação, quando o contrário (mulheres adultas e meninos) nunca seria bem aceito justamente por eles serem considerados incapazes. Logo, a emancipação feminina é uma pauta urgente. É urgente porque essa realidade é tão ignorada que, apesar de terrível, é tratada como uma não-prioridade. E existe um motivo: a manutenção do patriarcado.

Sem os corpos femininos para controlar; sem a rivalidade feminina onde o prêmio a ser alcançado é um homem que possa lhe dar filhos e talvez o sobrenome; sem a insegurança com a própria aparência; sem a necessidade de aprovação masculina; sem o medo de desagradar uma divindade por pensar na própria vida antes dos outros, o patriarcado não existiria. Pensar na própria vida como prioridade torna mulheres, aos olhos da sociedade, como raivosas e egoístas, mulheres que odeiam homens. E é por isso que para o patriarcado é preciso reforçar que mulheres, mesmo independentes financeiramente, precisam ser ‘femininas’, que é a tradução de calmas, servis, dóceis, ao mesmo tempo de sexys e disponíveis dentro do contexto privado. Mulheres que nunca passem a frente dos homens, que não tente se igualar a eles, pois isso é visto como querer estar acima deles. Mulheres que possam novamente ser dominadas.

Existe hoje uma plena liberdade feminina? Se há o medo de ser rechaçada por discordar de um homem influente; se há o condicionamento de que sozinhas são fracassadas por não terem alcançado um relacionamento; se há a necessidade de se manter em relacionamentos falidos aceitando todo tipo de violência como algo possível de suportar pelo bem da família; se há a romantização da mudança do próprio corpo por fins estéticos com o objetivo de se encaixar dentro do padrão exigido dos corpos como produtos a serem aceitos ou não por homens; se ainda há o condicionamento para meninas silenciarem abusos, se há o medo de negar sexo, de ser estuprada e de ter uma imagem de sexo consensual vazada, então ainda não há plena liberdade.

Para que se confronte o patriarcado é necessário contestar a ideia que a mulher, como coletivo e não apenas sujeito, é um tipo de propriedade também nas coisas sutis. E para isso é preciso ir nas bases que sustentam esse sistema, reforçando a união feminina, despertando da dificuldade de se enxergar nesse ponto de vulnerabilidade e se organizando politicamente para exigir melhoras político-sociais. É sobre mulheres se entenderem enquanto sujeitos antes de pensarem no bem-estar dos homens.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017.


FURQUIM, M. A. As representações das masculinas na Revista Playboy (Brasil): 1978-1981. Dissertação (Mestrado), Programa de Pós-Graduação em Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Unesp, Assis, 2016.


STORCH, Laura, FONTANA, Maria Cunha. A personagem e o seu leitor: marcas do leitor imaginado na Revista Playboy. Trabalho apresentado no Grupo de Trabalho Estudos de Jornalismo do IV SIPECOM – Seminário Internacional de Pesquisa em Comunicação, 2013.


SEVCENKO, Nicolau. Amor, desejo e punição em tradição popular. In: FERREIRA, Jerusa Pures; MILANESI, Luís. O obsceno: jornadas impertinentes. São Paulo: Hucitec/Intercom, 1985. p.35-35.


________________________________________________________________________ [1] Licenciada em História pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, pós-graduada em Artes pela Faculdade Internacional Signorelli. Pesquisa ‘Construção de Identidade e Memória em fotografia de negros no Brasil oitocentista’. [2] Aqui se faz referência a Eva, personagem da bíblia judaico-cristã citada como a primeira mulher da humanidade, que nascida da costela de Adão (seu marido), foi tentada pela serpente – representação do diabo- a comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal para ser como Deus- até então ambos viviam nus e inocentes– e deu também a Adão. [3] Sobre isso, ler Gênesis capítulos 3 para entender a relação entre ato de comer o fruto proibido e as consequências desta ação para a manutenção das expectativas futuras para cada um dos gêneros. [4] Dados obtidos no site do senado federal. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/radio/1/pautas-femininas/numeros-do-feminicidio. Acesso em 12/04/2020. [5] Nicolau Svecnko fala sobre a construção da dualidade entre o mito do homem bom e a mulher que seduz esse homem dentro da perspectiva cristã. [6] Marcel Arruda Furquim (2016), traça um caminho sobre as diferenças, inclusive na perspectiva dos intelectuais, sobre a questão da sexualidade feminina e masculina. [7] Dados do Relatório apresentado durante o 1º Seminário Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (2014-2016). Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/mulheres-sao-maioria-das-vitimas-do-trafico-de-pessoas-aponta-relatorio. Acesso em 27/04/2020. [8] Dados de 2019 mostram que o Brasil ocupa o quarto lugar do ranking mundial de casamentos infantis. Disponível em: https://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2019/06/estudo-aprofunda-causas-e-consequencias-do-casamento-infantil-no-brasil.html. Acesso em 12/04/2020.

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